sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Escola sem partido


1. A ambiguidade da noção de civilização. Haverá uma ou várias? 2. O evolucionismo social, isto é, a concepção de uma evolução linear e única da história segundo um modelo ocidental? 3. O alfabetismo como critério de diferenciação entre superior e inferior. 4. A ideia de que os contatos com o Ocidente são fundamento da historicidade das outras culturas 5. A afirmação do papel causal dos valores em história, confirmada pela especificidade do sistema de valores ocidentais: a unidade, a lei e a ordem, o imobilismo, a democracia, o sedentarismo e a industrialização. 6. A legitimação unilateral das ações ocidentais (escravatura, propagação do cristianismo, necessidade de intervenção etc.). 7. A transferência intercultural dos conceitos ocidentais (feudalismo, democracia, revolução, classe, Estado, etc.) 8. O uso de estereótipos como bárbaros, o fanatismo muçulmano. 9. A seleção autocentrada das datas e dos acontecimentos importantes da historia, impondo ao conjunto da historia do mundo a periodização elaborada pelo Ocidente 10. A escolha das ilustrações, as referencias à raça, ao sangue, à cor.

Fonte:  O ensino da historia do Brasil; cruzamentos possíveis entre o campo da arte e a educação – Sabrina Moura (http://www.forumpermanente.org/revista/numero-7/conteudo/desafiando-taxonomias/o-ensino-de-historia-do-brasil-cruzamentos-possiveis-entre-curriculo-escolar-e-praticas-artisticas)

William Buss, 1841


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“naquele momento, ela [a visita guiada] me pareceu bastante imperfeita; as pessoas eram precipitadas através dos corredores em grupos de 20 ou 30, e não se permitia que tivessem tempo para examinar coisa alguma; de fato, elas eram obrigadas a prestar atenção ao guia, e quem quer que tivesse catálogo, o melhor seria mantê-lo no bolso; quando paravam para ler ao pé do objeto que tinham à frente, ficavam, obviamente, para trás, e então o guia dizia ‘o senhor não deve fazer isso; os catálogos devem ser lidos em casa; você deve me seguir, ou vai deixar de ver muita coisa”; eu fiquei perplexo com isso, pois me pareceu uma forma muito estranha de exibir propriedade nacional” (William Buss, 1841)

p47


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Museus são “máquinas de produzir ‘sujeitos progressistas’. Suas rotinas servem para induzir o visitante a adotar uma postura de auto-aperfeiçoamento” (Bennett p. 47).

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Carolina Maria de Jesus





http://f.i.uol.com.br/folha/ilustrada/images/14323356.jpeg
Trechos de "Favela" (publicado em "Onde estaes Felicidade?")

As vêzes eu empregava, dormia nos empregos. Não procurava quartos. Era a crise de habitações. E quando eu não tinha dinheiro dormia no albergue noturno. Nem sempre os bons ventos me favorecia. Ressolvi ir no patromonio pedir um lugar aqui na favela eu ia ser mãe. E conhecia a vida infausta das mulheres com filhos e sem lar. Vi muitas crianças morrer ao relento nos braços das mães.
Fui feliz. Ganhei. No inicio eu fui morar com o casal que bebiam. Todos utensilios cheiravam alcool. Eu trabalhava numa pensão. Quando eu chegava em casa estava exausta dormia enquanto eu dormia eles vasculhavam meus bolsos. De manhã, eu não tinha dinheiro para condução.
Eu queria fazer o meu barracão e não dinheiro para comprar tabuas. Estavam construindo a igrêja Nossa senhora do Brasil. Eu resolvi pedir umas tabuas para monsenhor carvalho. Ou sêja o padre João batista de Carvalho. Ele deu-me e eu não tinha dinheiro para pagar condução carreguei as tabuas na cabêça da Avenida Brasil ate o ponto final do Canindé.
Todas as nôistes eu dava duas viagens. Eu ia de bonde, e voltava a pé com as tabuas na cabêça. Treis dias eu carreguei tabuas dando duas viagens. Dêitava as duas horas da manhã. Eu ficava tão cançada que não conseguia dórmir. Eu mesma fiz o meu barracaozinho. 1 metro e mêio por um metro e mêio. Aquêle tempo eu tinha tanto mêdo de sapo. Quando via um sapo gritava pedia socorro. Quando eu fiz o meu barracão era um Domingo. Tinha tantos homens e nenhum auxiliou-me sobrou uma tabua de quarenta centimetro de largura era em cima dessa tabua sem colchão que eu dórmia. 

Várias obras em: https://www.dropbox.com/sh/e67jbpvtzxv3azi/AABpolBjwhfawXw8LbXG8Koaa?dl=0#

Studiolo

https://thirtysixviews.files.wordpress.com/2013/05/dsc_0477.jpg

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Fill the blank


O/A ________________________ era um espaço “concebido para transformar a conduta dos ocupantes por meio da manipulação calculada de seu comportamento, num ambiente construído especificamente para esse propósito” (BENNETT, 1995, p. 23).